5 de julho de 2012

10º Encontro Nacional de Professores de Filosofia


A Sociedade Portuguesa de Filosofia, em parceria com o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, organiza este ano a 10.ª Edição dos Encontros Nacionais de Professores de Filosofia.
Os encontros são organizados anualmente pela SPF, e destinados a reunir a comunidade docente em torno de uma área ou combinação de áreas da Filosofia, facultando o intercâmbio de questões, ideias e práticas respeitantes a este ramo do saber, quer do ponto de vista da Filosofia enquanto disciplina académica, quer do ponto de vista didáctico-pedagógico. As comunicações e sessões práticas/workshops são apresentados e organizados tanto por investigadores e docentes universitários quanto por docentes do ensino secundário.
A edição deste ano realizar-se-á nos dias 7 e 8 de Setembro, na F.C.S.H. da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna, 26-C, Lisboa), e contará, entre outros, com o Prof. Anthony Grayling (Oxford e Universidade de Londres), um dos mais destacados filósofos da atualidade, com obra traduzida em português, e o Prof. José Gil (Universidade Nova de Lisboa). Será entregue o SPF 2011, seguido de uma comunicação do autor baseada no seu ensaio. Estarão presentes também representantes das Olimpíadas Nacionais de Filosofia, bem como o aluno vencedor da medalha de prata nas recentes Olimpíadas Internacionais.

2 de julho de 2012

Podcast: Multimédia em contexto educativo



Comentário ao vídeo "Multimédia e contexto educativo", disponível em http://www.youtube.com/watch?v=F5r0FtiVfHA (ver post anterior). 


Música: Cornelius - Wataridori 2
(licença de copyright Creative Commons, que permite o uso e remistura livre da música para fins não comerciais - disponível em http://creativecommons.org/wired)

Multimédia e contexto educativo


Este foi o vídeo que selecionámos para ser a base do comentário em podcast.

1 de julho de 2012

A Tecnologia na Educação parte 2



O Tema É Tecnologia na Educação - José Manuel Moran - parte 2

http://www.youtube.com/watch?v=PXzUWlru7z4&feature=BFa&list=PL621CFAC00B13E7EE

A Tecnologia na Educação parte 1



http://www.youtube.com/watch?v=RmTKq70sqDE

A arte interativa

Arte interativa


A arte interactiva é a forma de arte que envolve, de algum modo, a participação do espectador. Alguns conseguem-no fazendo o espectador andar pela obra, como grandes esculturas ou instalações, ou mesmo fazendo o espectador literalmente "vestir" a obra como uma peça de roupa. Outros trabalhos incluem computadores e sensores para responder a movimento, sons, calor ou outros tipos de estímulo. Muitas obras de arte na Internet ou arte electrónica são altamente interactivas, fazendo o visitante navegar por hipertextos, aceitando que a participação ou a influência da audiência local ou remota altere o curso da obra.
Há um diálogo entre a peça e o participante; mais especificamente, é habilitado a agir e muitas vezes, convidado a interagir com a obra, que, por sua vez, permite a interacção. A arte interactiva não deve ser confundida com outros tipos de arte que não permitem este diálogo.

15 de junho de 2012

Filosofia, Metodologia e Teoria


A diferença entre filosofia, teoria e metodologia

tripe_projetos
Pode dizer-se que qualquer atividade humana exige conceito.
E o que podemos falar de conceito é a capacidade de alinhar estas três vertentes.
Filosofia, teoria e metodologia – mais uma organização vai gerar valor.

Muitas pessoas e organizações vivem o dia a dia sem se dar conta que estes três fatores não estão alinhados e, quando não estão, começam a perder valor no "mercado".
Um diagnóstico deste tipo passa por uma análise de toda a organização, dentro do espírito de revisão da gestão e dos resultados: qual é a filosofia vigente, qual a teoria e a metodologia (ou as metodologias) para que se possa fazer correções de rumo.
Vejamos.

Filosofia é o campo do estudo do para porque?.
  • Porque estamos vivos?
  • Porque trabalhamos?
  • Porque criamos uma organização?
Teoria é o campo de estudo do como funciona;
  • Qual são os fenómenos principais que afetam a vida da organização?
  • Quais são as forças que o regem?
  • Como atuam elas entre si?
  • Como variam a cada contexto?
  • Quais devemos destacar mais agora?
Metodologia é o campo de aplicação prática para alinhar filosofia com teoria:
  • O que deve ser feito para um alinhamento filosófico?
  • O que deve ser feito para um alinhamento teórico?
  • Ou seja, que ações precisam ser feitas para que se possa organizar as forças em movimento, conforme a filosofia escolhida e a teoria  relevante?

Filosofia, portanto, é um campo que nos permite rever os conceitos mais básicos da organização e de onde estamos e para onde vamos. Os princípios que devem governar os projetos.
É da discussão filosófica, portanto, que as organizações tiram a sua missão no mundo e que deveriam faze-la valer, através do uso das teorias e das metodologias que as tornem possíveis.
É da filosofia que saem os princípios inegociáveis e que marcam a vida de uma organização ao longo do tempo.
A filosofia parte de dentro para fora, de um propósito daquilo que se quer mudar na sociedade.
Já a teoria é o estudo de como o planeta, de facto, funciona e como é possível usar estas forças a favor dos propósitos da organização.

É das metodologias que nasce o que podemos chamar da gestão da organização.
As metodologias traçam um conjunto de ações para que as forças identificadas sejam trabalhadas de forma consciente e que se possa tirar resultados previsíveis para os objetivos traçados dentro da filosofia escolhida, do porque fazemos as coisas.
Ou seja, deve-se procurar um alinhamento entre a:
Filosofia -> Teoria -> Metodologia
No final de tudo, devem existir medições dos resultados da metodologia escolhida para analisar se o que consideramos importante na filosofia adotada está a ser, de fato, implementado, através das variáveis vistas nas teorias.
  • A filosofia na organização é a missão;
  • As teorias são as ferramentas que guiam as estratégias;
  • E as metodologias são as ações, gestão que é feita para seguir o que é traçado.
Uma análise de uma organização deve rever como ela é quea análise está a lidar com estes três fatores, e se estão alinhados para gerar valor.

14 de junho de 2012

Não basta ler, é Preciso Pensar!


"Quem lê demais e usa pouco o próprio cérebro passa a ter preguiça de pensar" – Einstein

A filosofia, assim, é o estudo de como pensamos/sentimos sobre / as coisas.




Assim, quando pensamos sobre tecnologia, podemos separar algumas maneiras de olhar o fenómeno:

  • - os que acompanham o seu avanço, baseado, quase sempre, nos produtos e serviços (a maioria);
  • - e os que acompanham as ideias de como as pessoas pensam sobre tecnologia (a minoria).
O estudo das ideias sobre como pensamos sobre a tecnologia, seria o campo de estudo emergente que se batiza como “Filosofia da tecnologia“.
Esse campo é de extrema valia para quem quer estudar a Internet e conectivos, pois  permite-nos sair do estudo do “objeto”, enquanto algo puro, que existe, o que é.

8 de junho de 2012

Curiosidade de "Thomas and Hobbes"


Série de banda desenhada criada por Bill Watterson, nos Estados Unidos da América.
As personagens desta série devem os seus nomes a dois grandes pensadores europeus: João Calvino, teólogo do século XVI e Thomas Hobbes, filósofo do século XVII.



A importância da Filosofia da Tecnologia

Em geral, os “grandes filósofos” postulavam que a tecnologia era (i) a simples aplicação da ciência ou (ii) era sempre benéfica. A tradição romântica de fins do século XVIII era pessimista quanto à ciência e, por tabela, quanto à tecnologia.
Particularmente na Alemanha havia uma tradição filosófica muito grande na leitura pessimista sobre os males da sociedade moderna (em geral) e da sociedade tecnológica (em particular). A Sociedade para a Filosofia da Tecnologia foi fundada apenas em 1976 e é um campo que ainda não foi consolidado ainda hoje.
Essa falta de reflexão não poderia gerar outro cenário senão o atual: o ‘adesismo’ acrítico à tecnologia como o mercado deseja, sem o questionamento de seus usos e possibilidades de transformação social. Vale apenas o consumo desenfreado, status da atual sociedade suicida.

29 de maio de 2012

III Simpósio Luso-Brasileiro de Ciências da Religião e de Filosofia da Religião

III SimpLB2

Por que estudar Filosofia?

Os jovens na escola sempre perguntam porque que eles têm que estudar filosofia se isso não irá acrescentar nada de bom nas suas vidas, mas o objetivo de estudar filosofia é de ter uma consciência mais critica.
Estar buscando o sentido da vida e também a pensar observando os dois pontos de uma questão, a filosofia consiste em você estar buscando a verdade e também no desvelar das coisas, no questionamento fundamentado no pensamento racional.
Para quem estuda é filosofia é estar buscando uma mente critica sobre toda a realidade que está a sua volta.
Aprender Filosofia é aprender a olhar o mundo e os fatos com mais cuidado e mais responsabilidade, procurando analisar os seus porquês. Aprender Filosofia é aprender a analisar o comportamento social com mais abrangência, procurando compreender as atitudes das pessoas e dos grupos para poder interferir no momento certo e da forma mais acertada, para alcançar os seus objetivos.
O caminho é simples e prático. Observe a criança, sua natural curiosidade e sua verdadeira criatividade. Embora ela, além de amor, precise de limites para o entendimento das regras sociais e o despertar do necessário instinto da conquista, ela não deveria ser tolhida em sua curiosidade nem em sua criatividade.
Se adotarmos esse modelo para nós mesmos, veremos que os limites são os éticos, que devemos estar sempre dispostos a adotar, mas curiosidade, exercício do questionamento, análise neutra dos fatos e criatividade devem ser incentivadas a cada instante, já que é a única forma de crescermos intelectual e emocionalmente e afastarmos o fantasma da mediocridade.

23 de abril de 2012

Tecnologia e Educação


A continua evolução e transformação tecnológica à escala global, tem influenciado as relações sociais. Neste contexto a escola, ambiente onde se constrói a educação formal, e como tal um ambiente de natureza social começa a refletir sobre a influência das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. assim a escola vai-se apropriando do uso técnico dos recurssos tecnológicos pensando na forma metodológica para o ensino e torná-la mais adequada a esse contexto social. Neste sentido, surge a tecnologia educacional, como área de conhecimento em que a tecnologia se submete aos objetivos educacionais, procurando auxiliar no processo ensino/aprendizagem de modo a proporcionar formas adequadas de utilizar os recursos tecnológicos na educação. Desta forma, as tecnologia educacionais deixam de ser encaradas como meras ferramentas que tornam mais eficiêntes e eficazes as aulas, passando a ser encaradas como elementos estruturantes de um modo de pensar a educação. Deste modo, o seu uso e a sua importância para o ensino estão relacionados a aspetos, tais como: formação, envolvimento e compromisso de todos que atuam no processo educacional.

22 de abril de 2012

Lugares habitados

"George Sand diz que se pode classificar os homens segundo seu anseio de viver numa choupana ou num palácio. Mas a questão é mais complexa: quem tem um palácio sonha com uma choupana, quem tem uma choupana sonha com um palácio. Ou melhor, cada um de nós tem suas horas de choupana e suas horas de palácio. Descemos para morar perto da terra, no chão da choupana; e depois, em alguns castelos de Espanha, gostaríamos de dominar o horizonte. E quando a leitura nos ofereceu tantos lugares habitados, sabemos fazer repercutir em nós a dialética da choupana e do castelo." BACHELARD, Gaston. (1989). A Poética do Espaço. Livraria Martins Fontes Editora, p.76