8 de junho de 2012

A importância da Filosofia da Tecnologia

Em geral, os “grandes filósofos” postulavam que a tecnologia era (i) a simples aplicação da ciência ou (ii) era sempre benéfica. A tradição romântica de fins do século XVIII era pessimista quanto à ciência e, por tabela, quanto à tecnologia.
Particularmente na Alemanha havia uma tradição filosófica muito grande na leitura pessimista sobre os males da sociedade moderna (em geral) e da sociedade tecnológica (em particular). A Sociedade para a Filosofia da Tecnologia foi fundada apenas em 1976 e é um campo que ainda não foi consolidado ainda hoje.
Essa falta de reflexão não poderia gerar outro cenário senão o atual: o ‘adesismo’ acrítico à tecnologia como o mercado deseja, sem o questionamento de seus usos e possibilidades de transformação social. Vale apenas o consumo desenfreado, status da atual sociedade suicida.

29 de maio de 2012

III Simpósio Luso-Brasileiro de Ciências da Religião e de Filosofia da Religião

III SimpLB2

Por que estudar Filosofia?

Os jovens na escola sempre perguntam porque que eles têm que estudar filosofia se isso não irá acrescentar nada de bom nas suas vidas, mas o objetivo de estudar filosofia é de ter uma consciência mais critica.
Estar buscando o sentido da vida e também a pensar observando os dois pontos de uma questão, a filosofia consiste em você estar buscando a verdade e também no desvelar das coisas, no questionamento fundamentado no pensamento racional.
Para quem estuda é filosofia é estar buscando uma mente critica sobre toda a realidade que está a sua volta.
Aprender Filosofia é aprender a olhar o mundo e os fatos com mais cuidado e mais responsabilidade, procurando analisar os seus porquês. Aprender Filosofia é aprender a analisar o comportamento social com mais abrangência, procurando compreender as atitudes das pessoas e dos grupos para poder interferir no momento certo e da forma mais acertada, para alcançar os seus objetivos.
O caminho é simples e prático. Observe a criança, sua natural curiosidade e sua verdadeira criatividade. Embora ela, além de amor, precise de limites para o entendimento das regras sociais e o despertar do necessário instinto da conquista, ela não deveria ser tolhida em sua curiosidade nem em sua criatividade.
Se adotarmos esse modelo para nós mesmos, veremos que os limites são os éticos, que devemos estar sempre dispostos a adotar, mas curiosidade, exercício do questionamento, análise neutra dos fatos e criatividade devem ser incentivadas a cada instante, já que é a única forma de crescermos intelectual e emocionalmente e afastarmos o fantasma da mediocridade.

23 de abril de 2012

Tecnologia e Educação


A continua evolução e transformação tecnológica à escala global, tem influenciado as relações sociais. Neste contexto a escola, ambiente onde se constrói a educação formal, e como tal um ambiente de natureza social começa a refletir sobre a influência das novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem. assim a escola vai-se apropriando do uso técnico dos recurssos tecnológicos pensando na forma metodológica para o ensino e torná-la mais adequada a esse contexto social. Neste sentido, surge a tecnologia educacional, como área de conhecimento em que a tecnologia se submete aos objetivos educacionais, procurando auxiliar no processo ensino/aprendizagem de modo a proporcionar formas adequadas de utilizar os recursos tecnológicos na educação. Desta forma, as tecnologia educacionais deixam de ser encaradas como meras ferramentas que tornam mais eficiêntes e eficazes as aulas, passando a ser encaradas como elementos estruturantes de um modo de pensar a educação. Deste modo, o seu uso e a sua importância para o ensino estão relacionados a aspetos, tais como: formação, envolvimento e compromisso de todos que atuam no processo educacional.

22 de abril de 2012

Lugares habitados

"George Sand diz que se pode classificar os homens segundo seu anseio de viver numa choupana ou num palácio. Mas a questão é mais complexa: quem tem um palácio sonha com uma choupana, quem tem uma choupana sonha com um palácio. Ou melhor, cada um de nós tem suas horas de choupana e suas horas de palácio. Descemos para morar perto da terra, no chão da choupana; e depois, em alguns castelos de Espanha, gostaríamos de dominar o horizonte. E quando a leitura nos ofereceu tantos lugares habitados, sabemos fazer repercutir em nós a dialética da choupana e do castelo." BACHELARD, Gaston. (1989). A Poética do Espaço. Livraria Martins Fontes Editora, p.76