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5 de julho de 2012

10º Encontro Nacional de Professores de Filosofia


A Sociedade Portuguesa de Filosofia, em parceria com o Departamento de Filosofia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, organiza este ano a 10.ª Edição dos Encontros Nacionais de Professores de Filosofia.
Os encontros são organizados anualmente pela SPF, e destinados a reunir a comunidade docente em torno de uma área ou combinação de áreas da Filosofia, facultando o intercâmbio de questões, ideias e práticas respeitantes a este ramo do saber, quer do ponto de vista da Filosofia enquanto disciplina académica, quer do ponto de vista didáctico-pedagógico. As comunicações e sessões práticas/workshops são apresentados e organizados tanto por investigadores e docentes universitários quanto por docentes do ensino secundário.
A edição deste ano realizar-se-á nos dias 7 e 8 de Setembro, na F.C.S.H. da Universidade Nova de Lisboa (Av. de Berna, 26-C, Lisboa), e contará, entre outros, com o Prof. Anthony Grayling (Oxford e Universidade de Londres), um dos mais destacados filósofos da atualidade, com obra traduzida em português, e o Prof. José Gil (Universidade Nova de Lisboa). Será entregue o SPF 2011, seguido de uma comunicação do autor baseada no seu ensaio. Estarão presentes também representantes das Olimpíadas Nacionais de Filosofia, bem como o aluno vencedor da medalha de prata nas recentes Olimpíadas Internacionais.

15 de junho de 2012

Filosofia, Metodologia e Teoria


A diferença entre filosofia, teoria e metodologia

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Pode dizer-se que qualquer atividade humana exige conceito.
E o que podemos falar de conceito é a capacidade de alinhar estas três vertentes.
Filosofia, teoria e metodologia – mais uma organização vai gerar valor.

Muitas pessoas e organizações vivem o dia a dia sem se dar conta que estes três fatores não estão alinhados e, quando não estão, começam a perder valor no "mercado".
Um diagnóstico deste tipo passa por uma análise de toda a organização, dentro do espírito de revisão da gestão e dos resultados: qual é a filosofia vigente, qual a teoria e a metodologia (ou as metodologias) para que se possa fazer correções de rumo.
Vejamos.

Filosofia é o campo do estudo do para porque?.
  • Porque estamos vivos?
  • Porque trabalhamos?
  • Porque criamos uma organização?
Teoria é o campo de estudo do como funciona;
  • Qual são os fenómenos principais que afetam a vida da organização?
  • Quais são as forças que o regem?
  • Como atuam elas entre si?
  • Como variam a cada contexto?
  • Quais devemos destacar mais agora?
Metodologia é o campo de aplicação prática para alinhar filosofia com teoria:
  • O que deve ser feito para um alinhamento filosófico?
  • O que deve ser feito para um alinhamento teórico?
  • Ou seja, que ações precisam ser feitas para que se possa organizar as forças em movimento, conforme a filosofia escolhida e a teoria  relevante?

Filosofia, portanto, é um campo que nos permite rever os conceitos mais básicos da organização e de onde estamos e para onde vamos. Os princípios que devem governar os projetos.
É da discussão filosófica, portanto, que as organizações tiram a sua missão no mundo e que deveriam faze-la valer, através do uso das teorias e das metodologias que as tornem possíveis.
É da filosofia que saem os princípios inegociáveis e que marcam a vida de uma organização ao longo do tempo.
A filosofia parte de dentro para fora, de um propósito daquilo que se quer mudar na sociedade.
Já a teoria é o estudo de como o planeta, de facto, funciona e como é possível usar estas forças a favor dos propósitos da organização.

É das metodologias que nasce o que podemos chamar da gestão da organização.
As metodologias traçam um conjunto de ações para que as forças identificadas sejam trabalhadas de forma consciente e que se possa tirar resultados previsíveis para os objetivos traçados dentro da filosofia escolhida, do porque fazemos as coisas.
Ou seja, deve-se procurar um alinhamento entre a:
Filosofia -> Teoria -> Metodologia
No final de tudo, devem existir medições dos resultados da metodologia escolhida para analisar se o que consideramos importante na filosofia adotada está a ser, de fato, implementado, através das variáveis vistas nas teorias.
  • A filosofia na organização é a missão;
  • As teorias são as ferramentas que guiam as estratégias;
  • E as metodologias são as ações, gestão que é feita para seguir o que é traçado.
Uma análise de uma organização deve rever como ela é quea análise está a lidar com estes três fatores, e se estão alinhados para gerar valor.

8 de junho de 2012

Curiosidade de "Thomas and Hobbes"


Série de banda desenhada criada por Bill Watterson, nos Estados Unidos da América.
As personagens desta série devem os seus nomes a dois grandes pensadores europeus: João Calvino, teólogo do século XVI e Thomas Hobbes, filósofo do século XVII.



A importância da Filosofia da Tecnologia

Em geral, os “grandes filósofos” postulavam que a tecnologia era (i) a simples aplicação da ciência ou (ii) era sempre benéfica. A tradição romântica de fins do século XVIII era pessimista quanto à ciência e, por tabela, quanto à tecnologia.
Particularmente na Alemanha havia uma tradição filosófica muito grande na leitura pessimista sobre os males da sociedade moderna (em geral) e da sociedade tecnológica (em particular). A Sociedade para a Filosofia da Tecnologia foi fundada apenas em 1976 e é um campo que ainda não foi consolidado ainda hoje.
Essa falta de reflexão não poderia gerar outro cenário senão o atual: o ‘adesismo’ acrítico à tecnologia como o mercado deseja, sem o questionamento de seus usos e possibilidades de transformação social. Vale apenas o consumo desenfreado, status da atual sociedade suicida.

29 de maio de 2012

Por que estudar Filosofia?

Os jovens na escola sempre perguntam porque que eles têm que estudar filosofia se isso não irá acrescentar nada de bom nas suas vidas, mas o objetivo de estudar filosofia é de ter uma consciência mais critica.
Estar buscando o sentido da vida e também a pensar observando os dois pontos de uma questão, a filosofia consiste em você estar buscando a verdade e também no desvelar das coisas, no questionamento fundamentado no pensamento racional.
Para quem estuda é filosofia é estar buscando uma mente critica sobre toda a realidade que está a sua volta.
Aprender Filosofia é aprender a olhar o mundo e os fatos com mais cuidado e mais responsabilidade, procurando analisar os seus porquês. Aprender Filosofia é aprender a analisar o comportamento social com mais abrangência, procurando compreender as atitudes das pessoas e dos grupos para poder interferir no momento certo e da forma mais acertada, para alcançar os seus objetivos.
O caminho é simples e prático. Observe a criança, sua natural curiosidade e sua verdadeira criatividade. Embora ela, além de amor, precise de limites para o entendimento das regras sociais e o despertar do necessário instinto da conquista, ela não deveria ser tolhida em sua curiosidade nem em sua criatividade.
Se adotarmos esse modelo para nós mesmos, veremos que os limites são os éticos, que devemos estar sempre dispostos a adotar, mas curiosidade, exercício do questionamento, análise neutra dos fatos e criatividade devem ser incentivadas a cada instante, já que é a única forma de crescermos intelectual e emocionalmente e afastarmos o fantasma da mediocridade.

19 de abril de 2012

I Colóquio Filosofia e Ensino da Filosofia



I COLÓQUIO


FILOSOFIA E ENSINO DA FILOSOFIA.


TRADIÇÃO E DESAFIOS PARA O FUTURO

Universidade do Minho, 7 de Maio de 2012



PROGRAMA

Manhã

9.00 h – Receção dos Participantes

9.30 h – Sessão de Abertura
Professor Doutor Leandro Almeida (Presidente do Instituto de Educação da Universidade do Minho)
Professor Doutor Carlos Estevão (Director dos Mestrados do Instituto de Educação)
Doutor Artur Manso (Coordenador do Mestrado de Ensino de Filosofia no Ensino Secundário)  

9.45h – 1ª Sessão .
Luisa Nogueira – Ensino da Filosofia nos Liceus. Que Ensino? Que Filosofia?
Alexandre Franco Sá – Filosofia e Ensino da Filosofia
Artur Manso - Da Utilidade das Coisas Inúteis ou  porque se deve ensinar Filosofia no Ensino Secundário

11.00 h – Pausa para café

11.15h – IIª Sessão
João Boavida – Pensamento e conhecimento em Filosofia
Paula Cristina Pereira – Filosofia e Espaço Público. O lugar da filosofia na cidade contemporânea
Custódia Martins – A Filosofia e a Arte de Pensar

12.30 h – Pausa para almoço

Tarde

14.30 h – IIIª Sessão
Conceição Moreira – O papel do Texto no Ensino da Filosofia
Artur Polónio – Manuais de Filosofia no Ensino Secundário: Para Quê?
João Mendes  – Problemas de consciência: reflexões sobre a deontologia da profissão docente

15.45 – pausa para café

16.00h – IVª Sessão
José António Alves – O Ensino da Filosofia na Universidade Portuguesa: 1930 a 1957
Manuel Curado – A Área do Pensamento Crítico no Ensino da Filosofia

17.30 h - Sessão de Encerramento

Comissão Científica
Professor Doutor Carlos Estevão
Professora Doutora Laurinda Leite
Professor Doutor Alberto Filipe Araújo
Professor Doutor Manuel Gama
Professor Doutor Fernando Machado

Comissão Organizadora
Doutor Artur Manso
Doutor Manuel Curado
Doutora Custódia Martins

Local
Instituto de Educação - Anfiteatro Multimédia

26 de março de 2012

A "Escola de Atenas", de Rafael


A Scuola di Atenas é uma célebre pintura de Rafael, pintada entre 1509 e 1510 na Stanza della Segnatura, no Palácio do Vaticano. Representa uma cena idealizada da discussão filosófica, reunindo os maiores vultos do pensamento da Antiguidade. Ao centro, Platão, com um dedo erguido para o céu, segura um exemplar do Timeu e discute com Aristóteles, que de acordo com a sua reputação de filósofo realista, aponta para a sua frente, enquanto segura a Ética a Nicómaco com a outra mão. As outras figuras do quadro representam outros pensadores, como Epicuro, Pitágoras, Averróis, Euclides, Ptolomeu (representando o próprio Rafael), etc.

Do facto de nem todos estes filósofos e cientistas serem contemporâneos uns dos outros pode-se talvez deduzir que Rafael pretendia transmitir a ideia de que o progresso do saber humano se faz através do diálogo, da transmissão do conhecimento de uns a outros, e que este diálogo se pode fazer, e faz, entre os grandes vultos do pensamento, independentemente da sua contemporaneidade e co-presença física.